
O silêncio pode ter várias e variadas interpretações. É, na minha opinião, algo que não se descreve, porque não se vê, só se sente. Acaba por se poder comparar ao amor ou a qualquer outro sentimento, na medida em que, tal como os nossos sentimentos, é sentido e compreendido de maneiras muito distintas.
O silêncio pode ter-se em consideração como sendo a paz, a agonia, o vazio. É o tempo e o espaço em que regressamos e avançamos, e vemos tudo aquilo que queremos.
Para algumas pessoas, arrisco e digo que talvez as mais reservadas, o silêncio transforma-se numa forma de vida, um refúgio em segredo e segredos em fuga. Aproveitam o facto de estarem sozinhas para se afastarem cada vez mais do mundo, até que um dia se tornam almas completamente silenciosas que passeiam os corpos no ruído do mundo real.
Outras pessoas, as mais extrovertidas, encaram o silêncio como uma temperatura negativa, em que devido ao hábito do convívio (e se pensarmos em convívio pensamos em ruído) se sentem mal na ausência de som.
Aqui temos duas maneiras completamente diferentes de subouvir e reagir ao silêncio, estando, cada uma delas, dependente do estado de espírito e da maneira de ser de cada um!
(2008)
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